25 de janeiro de 2010


Canção de Amor da Jovem Louca

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro

Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer

(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,

Entra a galope a arbitrária escuridão:

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,

Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.

(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:

Retiram-se os serafins e os homens de Satã:

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste

Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.

(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão

Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo

Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:

(Acho que te criei no interior de minha mente.)

Sylvia Plath

FOTO via celular-Ricardo SP

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