Pela estrada afora
Ia eu alegremente,
Lobos bons e lobos maus
Passeavam aqui por perto
Um dia era a caça
O outro caçador
Descontraída andava
Medo, bem longe passava
Um belo dia ou noite
Em minha frente surgiu
O inesperado inspirador
Trazia com ele, colado
A suave inspiração
Andamos juntos um tempo
Mas um pouco distraída
o perdi, na multidão
Me dei mal, logo de cara
mas reinou a teimosia
Insisti numa jornada
sem razão,sem coordenada
Com estranhas atitudes
barulho e confusão
só queria novamente
o inspirador e a inspiração
Andei vagando um tempo
entre o sóbrio e o sombrio
O real e o imaginário
O destempero e a razão
Fiquei como nunca sozinha
Tentando, sem solução
Num momento inusitado
Encontrei a inspiração
Seta ao lado indicando
O fim e a saída
Desta estranha empreitada
Cicatrizando a ferida
Novamente a boa estrada
O que passou é passado
Nunca mais o inspirador
Mas totalmente ins pirada!
Celeste

Arrasou no poema, muito legal.
ResponderExcluirMau...como não agradecer, essa estranha condição do viver...obrigada meu amigo real...realíssimo rss bj
ResponderExcluirTriste mas muito lindo. Parabéns por escrever tão bem.
ResponderExcluir