23 de novembro de 2010

                      Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
...Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade...
Chico Buarque

A leitura
Minha pupila liberta
Quem da página é cativo:
O branco, da margem certa
E da palavra, o negro vivo.
Ibn Ammar (poeta tribal árabe-andaluzio)

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